Composição na Fotografia

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Conteúdo


Introdução

Quando estamos fotografando, temos que tomar várias decisões antes de apertar o botão de disparo da câmera. Como transformar a cena que estamos vendo em uma fotografia, da melhor maneira possível? Como compor uma foto? Usamos as palavras “compor” e “composição” porque na verdade, fotografar não é simplesmente pegar a câmera, “mirar” e bater a foto.

Quando se estuda a cena que vai ser fotografada pelo visor pensando na composição, aumentam-se as chances da imagem final causar um maior impacto. Com a prática e experiência, esse tempo de planejamento vai diminuindo. Neste “momento pré-fotografia”, deve-se:

  • Escolher o objeto principal da composição, ou seja, qual vai ser o foco visual da fotografia;
  • Checar se há elementos distrativos que devem ser excluídos da cena;
  • Decidir em qual orientação (vertical ou horizontal) e formato (retangular, quadrado, panorâmico, …) os objetos da cena se enquadram melhor – e com qual deles se quer trabalhar (porque nem sempre o “melhor” vai dar o resultado mais interessante);
  • Analisar se há padrões, texturas, linhas, formas geométricas, luzes e sombras (…) a serem explorados, de forma que enriqueçam a foto.

Quem segue as regras de uma boa composição, garante que:

  • Os elementos da foto tenham uma hierarquia, sendo que o objeto principal seja facilmente identificado;
  • A foto fique com um ar mais profissional;
  • A foto fique mais interessante e atrativa visualmente.

Quando vemos uma cena com muita informação, nossos olhos conseguem selecionar e filtrar o que nos interessa, focando apenas onde queremos. Já a câmera não tem essa capacidade por si só. O fotógrafo iniciante pega a sua câmera e bate a foto apressadamente, sem muito planejamento, e qual o resultado? Uma foto comum, com muita informação, de muitos elementos aleatórios. E um bom fotógrafo sabe dizer à câmera o que é importante na cena e o que não é, usando os princípios de uma boa composição.

Para criar composições fotográficas interessantes, faça uso das 14 regras discutidas nesta página. Em alguns casos, mais de uma pode ser aplicada para compor uma única imagem.

Não tenha pressa de aprender todas as regras de composição de uma vez só. A perfeição vem com a prática. Aconselhamos que você vá aprendendo com calma, uma por vez. Para fixar melhor, o ideal seria ler e aprender a primeira, sair em campo e aplicá-la nas suas fotos, e depois voltar aqui para fazer o mesmo com a próxima – e assim por diante.

É possível desenvolver estes princípios intuitivamente, porém, ao estudar o assunto, tomamos consciência de cada um. Quando damos nomes às coisas, prestamos mais atenção nelas… É importante que se tenha uma noção clara de cada um desde o início, pois assim estaremos confiando menos no método “tentativas e erros” e mais em fatos concretos.

Uma fotografia tecnicamente perfeita não pode ter uma composição desconexa, sem equilíbrio, ou falha em qualquer uma de suas partes. A composição é elemento essencial de uma fotografia, e consiste em um conjunto harmonioso de linhas, forma e cor, que contribuem para um todo coerente e unitário.


1 – Escolhendo o Objeto Principal da Fotografia

Como já falado antes, é essencial para a composição que o objeto principal da fotografia esteja claramente demarcado. Esta ênfase serve para atrair imediatamente o olhar do observador. Pense em como trabalhar este objeto de forma que ele atraia o máximo de interesse possível para a fotografia.

Há fotografias com um ou vários elementos principais, e há diversas maneiras de enfatizá-lo(s):

  • Fazer um enquadramento excluindo todo e qualquer elemento distrativo da cena;
  • Excluir pontos quentes (que atraem o olhar mas não são o elemento principal);
  • Usar contraste (com cores complementares ou iluminação X sombras, por exemplo) entre este(s) elemento(s) e os que não são importantes;
  • Limitar a profundidade de campo, selecionando uma abertura grande e focando no ponto a ser destacado, de forma que tudo fique desfocado a não ser o(s) elemento(s) principal(is).
  • Utilizar linhas e curvas que guiem o olhar do observador para o ponto principal.

2 – Regra dos Terços

Quando um fotógrafo amador pega uma câmera, é quase certo que o objeto principal da foto vai sair centralizado, e elementos importantes vão ser cortados. Para fotos de pessoas, de corpo inteiro, há uma chance muito alta dos rostos saírem no centro, e dos pés serem cortados! Isso acontece porque é instintivo, para quem não tem experiência, apontar a câmera para o centro do objeto (no caso de pessoas, os rostos).

Acontece que existe uma regra básica – que por sinal é uma das mais importantes, senão a mais – que diz que o objeto principal da sua fotografia NÃO deve estar no centro, mas sim em uma posição mais forte, ou mais apelativa visualmente.

Conhecida como regra dos terços, ela funciona da seguinte forma: comece por criar uma grade imaginária na tela da sua câmera, traçando duas linhas horizontais e duas verticais, com distâncias iguais entre elas, como se a sua fotografia fosse dividida em nove partes do mesmo tamanho. Veja os exemplos abaixo:

A partir desta grade, procure posicionar o(s) objeto(s) principal(is) da sua fotografia em uma dessas linhas, ou em um dos quatro pontos de interesse (onde as linhas se encontram).

Um exemplo clássico da regra dos terços é evitar deixar a linha do horizonte no centro da foto. Busque colocá-la sobre umas das linhas dos terços.
  

Usar o princípio da regra dos terços evita que a imagem final fique muito estática, simétrica e o pior: monótona!

Para ler mais sobre a regra dos terços, leia nosso artigo completo: Regra dos Terços na Fotografia

3 – Combinações de Cores

Procure combinar as cores de forma harmônica para tornar suas fotos mais interessantes visualmente. Abaixo é mostrado o círculo de cores tradicional, usado por pintores famosos desde tempos remotos, como Van Gogh e Monet, por exemplo. Hoje ele ainda é muito consultado, não só por artistas plásticos como também por quem trabalha com design gráfico, design de interiores, publicidade, dentre outras profissões das artes visuais.

É possível também se usar outros sistemas de cores, como o RGB e/ou CMYK. Veja sobre eles aqui: Sistemas de Cores RGB e CMYK

A partir de um desses círculos, pode-se combinar as cores de diversas formas. Não importa muito qual dos sistemas de cores deve-se usar, até porque isso depende das oportunidades de fotos que temos, a cada momento. Mas é bom sempre observar as cores dominantes das cenas para composições mais harmônicas, ou mais vibrantes, ou qualquer que seja a intenção com a sua fotografia.

Combinações de cores mais comuns

Quando se exploram combinações de cores obedecendo a alguma lógica, cria-se um equilíbrio cromático na imagem. Veja a figura abaixo com algumas sugestões de como escolher as cores dominantes de sua foto. Observe que é possível se trabalhar também com tons mais claros ou mais escuros de cada cor.

  • Cores complementares são as que estão opostas no círculo de cores. Esta combinação é baseada no contraste, pois necessariamente uma das cores vai ser quente e a outra, fria. No sistema de cores tradicional (mostrado na figura acima), a cor oposta ao azul é o laranja, assim como amarelo e violeta, vermelho e verde, e assim por diante. Nos sistemas RGB e CMYK, as duplas de cores complementares são outras – verde e rosa, amarelo e azul, vermelho e ciano.
  • Cores complementares divididas são um trio de cores que funciona da seguinte forma: parta de uma cor e use com ela as duas que estão de cada lado da sua complementar direta. Exemplo: azul violeta >> laranja e amarelo.
  • Cores análogas são trios de cores que estão lado a lado na roda de cores. Em geral, não há muito contraste entre elas.
  • Tríade ou trio harmônico é um trio de cores que forma um triângulo no círculo de cores, como por exemplo violeta, laranja e verde. Observe que entre cada duas cores da tríade, há sempre três outras cores no círculo.

Outras combinações de cores

Há diversas outras maneiras de se combinar cores, e aqui vão mais sugestões:

  • Combine duas duplas de cores complementares;
  • Acrescente uma cor vizinha a um trio de análogas;
  • Acrescente uma cor complementar a um trio de análogas;
  • Intercale quaisquer três ou quatro cores no círculo;
  • Faça uso da monocromia (escolha uma mesma cor, variando os tons para mais claro e mais escuro).

Para ler mais sobre combinações de cores, acesse:

Academia Brasileira de Arte – Como Combinar as Cores: Harmonia (em português)

4 – Padrão, Repetição e Ritmo

Um padrão é composto por elementos (como formas geométricas, linhas, cores) repetidos muitas vezes, seguindo uma lógica óbvia ou não. Nossos olhos são atraídos naturalmente por padrões – e isto vem de uma necessidade biológica de se organizar o que é caótico. Basicamente, em meio a tanta informação desorganizada, nossos olhos “descansam” ao se depararem com padrões.

Repetições visuais acrescentam interesse e estrutura visual a uma cena que seria comum, além de criar energia e balanço. E, sabendo disso tudo, por que não chamar a atenção usando padrões em suas fotos? Dessa forma, você estará atraindo o olhar do observador com esse recurso poderoso, sem que ele saiba o motivo. Mas este só interessa a nós…

Abaixo segue uma lista com dicas de como explorar determinados tipos de padrões:

  • Enquadrar unicamente o padrão na foto cria imagens interessantes e abstratas – o enquadramento e o zoom vão determinar o nível de abstração da imagem.


flickr photo by Diego Juliano

  • Objetos do dia-a-dia oriundos da produção em massa, repetidos, em cores fortes ou formas bem delineadas também podem ser explorados pelo olhar atento de um fotógrafo. Para enfatizar cenas como elementos repetidos em locais externos, espere o sol baixar e se aproveite das sombras também alinhadas – elas passam a ser mais um padrão na cena.


flickr photo by Ellen Pabst

Quando o olho humano explora um padrão, ele tende a querer visitar cada elemento repetido. O fotógrafo pode se aproveitar disso “inserindo” em suas fotos esses elementos repetidos, de forma que o olhar do observador seja naturalmente conduzido por toda a foto. Esperteza ou técnica? Talvez um pouco dos dois…

5 – Textura

Quando uma ou mais texturas estāo bem detalhadas em uma foto, passam a sensaçāo ao observador que o objeto fotografado não está apenas sendo visto, mas também tocado. A imagem ganha quase que um caráter tridimensional com a riqueza de detalhes de texturas. A presença de texturas dá um tom de realismo à foto – em oposição ao uso de desfoques para tornar a imagem mais artificial.

Quando fotografar texturas, procure utilizar, quando possível, uma iluminação que faça com que os altos e baixos se destaquem.


flickr photo by Diego Juliano

6 – Orientação

A posição que se segura a câmera (vertical ou horizontal) vai fazer total diferença no conteúdo e composição da foto. Segurar a câmera na orientação horizontal é mais fácil – ela foi desenhada para isto. Por isso, é muito comum que fotógrafos iniciantes nem pensem na possibilidade de tirar fotos verticais.

Normalmente, as fotos horizontais são associadas à estabilidade, por terem um formato mais tradicional e usual. As fotos verticais passam a sensação de que a cena foi recortada de certa forma, mais do que as horizontais, despertando a curiosidade do observador e causando mais impacto nesse sentido. Quando for decidir a orientação da sua foto, pense não só na composição em si, mas também no sentimento que você quer passar com a sua imagem. Claro que há momentos que “pedem” a orientação vertical, como quando estamos fotografando prédios altos, pessoas ou árvores, por exemplo. Ainda assim, tentar inovar e ser menos óbvio é possível. Exercite sua criatividade! Escolha uma das possibilidades só após considerar todas – não escolha uma sem pensar.

Clique nas fotos de exemplo para ampliá-las.

7 – Formato

Normalmente as câmeras nos limitam a um determinado formato retangular, mas não podemos nos esquecer que existem outros. Se a câmera não oferecer muitas opções de formato, é possível cropar a imagem depois em um programa de pós-processamento de imagem. Existem diversas formas de recortar fotografias, e podemos criar um da forma que quisermos. Mas existem os formatos mais utilizados, que são compatíveis com monitores, impressoras e laboratórios de impressão e revelação fotográfica.

Os formatos mais usuais para fotografia são os seguintes:

1:1 Fotografias quadradas
4:3 Mais comum para câmeras compactas. Este formato é de uma época antiga, em que os monitores também tinham essa proporção.
Formatos usuais de impressão: 3x4cm, 15x20cm≈6″x8″, 30x40cm
3:2 Relacionado a câmeras de filme 35mm, este formato foi “resgatado” pelas câmeras DSLRs pela compatibilidade com monitores de formato padrão (não widescreen).
Formatos usuais de impressão: 10x15cm≈4″x6″, 20x30cm≈8″x12″, 30x45cm
16:9 Formato para telas widescreen de monitores e HDTVs
16:10 Formato utilizado para monitores profissionais tipo IPS
3:1 Formato panorâmico
5:7 Equivale às medidas usuais de impressão de 5x7cm, 13x18cm≈5″x7″, 15x21cm
4:5 Equivale às medidas usuais de impressão de 20x25cm≈8″x10″, 24x30cm

Veja abaixo uma mesma foto em todos os 8 diferentes formatos citados anteriormente.

Clique nas fotos de exemplo para ampliá-las.

8 – Linhas e Elementos Geométricos

A linha é a base de uma composição. Quando olhamos para uma imagem com os olhos levemente fechados, vemos as linhas mais fortes que definem o contorno dos objetos. As linhas também podem balancear uma imagem, ligando elementos entre si.

É bom lembrar que muitos pontos formam uma ideia de linha, e muitas linhas formam planos, então é igualmente interessante se explorar pontos e planos em fotografias.

Linha do horizonte

Pode parecer óbvio, e talvez seja, mas é bom reforçar: a linha do horizonte deve estar sempre horizontal. Na hora de fotografar, sempre preste atenção nela. Nenhuma foto pode ser tecnicamente perfeita se a linha estiver caindo para um lado – a não ser que seja um efeito proposital. Não é muito difícil corrigir a linha do horizonte em um programa de edição de imagens, mas para que perder este tempo depois se já podemos pensar neste detalhe desde o início?

Em algumas câmeras, é possível ver o horizonte virtual na tela e/ou no visor. Com isso, o fotógrafo pode se certificar de que o horizonte está reto antes de bater a foto.

Alguns tripés vêm com um medidor de nível tipo bolha que também ajudam o fotógrafo a evitar horizontes tortos em suas fotografias.

Linhas convergentes

Linhas convergentes, como de uma rua ou trilhos de trem, passam a ideia de profundidade. Elas são também chamadas de linhas de fuga, que são a base da perspectiva, junto com os pontos de fuga (que são os pontos para onde estas linhas estão convergindo).


flickr photo by Diego Juliano

Linhas convergentes se iniciando no primeiro plano ajudam a encaminhar o olhar do observador até o ponto focal da foto, no segundo plano.


flickr photo by Diego Juliano

Linhas diagonais

Em algumas imagens, as linhas não passam a ideia de perspectiva por não serem convergentes ou de fuga, além de serem diagonais ou em direções aleatórias. Nesses casos, elas podem passar uma ideia de movimento para a fotografia, pois nossos olhos instintivamente tendem a seguir o caminho percorrido por elas. Veja mais sobre isso logo abaixo, no item 14 – Energia e Movimento.


flickr photo by Diego Juliano

Linhas paralelas

Linhas paralelas e repetidas podem criar uma ideia de ritmo para a imagem.

9 – Ponto de Vista

Quando estamos fotografando, devemos nos preocupar com o ponto de vista por razões diversas, como por exemplo:

  • Para eliminar elementos distrativos e/ou indesejáveis da foto;
  • Para dar à foto um ângulo mais interessante, ou novo, ou não usual.

E como fazer isso?

  • Mude de posição (experimente se mover alguns passos, pelo menos);
  • Aumente o zoom;
  • Se abaixe ou tire a foto mais do alto.

Veja abaixo diversas formas de se fotografar uma mesma estátua (que fica em Fredericksburg, Texas).

Clique nas fotos de exemplo para ampliá-las.

10 – Enquadramento

Antes de apertar o botão de disparo da câmera, você deve escolher o objeto principal da foto. Esteja ciente de tudo o que está sendo enquadrado. Tudo o que está na foto tem que ser justificável, assim como também tudo o que não está. Se fotografamos uma cena com muitos elementos, sem um objeto central definido, a imagem final não pode ser considerada uma composição, e sim uma foto de objetos aleatórios.

Em uma fotografia, o objeto principal ganha destaque se:

  • Ele for posicionado na foto de acordo com a regra dos terços;
  • O que não é tão importante na imagem for desfocado ou se fizer um jogo de luzes e/ou sombras;
  • A foto tiver um bom enquadramento, sem a presença de elementos distrativos.

Veja abaixo duas imagens de uma praça em Paris. A foto 1 foi tirada sem muito cuidado. Foi apenas dar uns passos, que a foto 2 ficou muito melhor, sem a presença dos carros estacionados que em muito prejudicavam a foto 1.

Clique nas fotos de exemplo para ampliá-las e ler as legendas.

 

11 – Planos da Foto

Na hora de compor sua foto, procure estar consciente dos dois planos que serão fotografados. Muitas vezes, é fácil acharmos dois planos para uma cena, mas o que fazer com uma paisagem sem um primeiro plano óbvio? Para a composição ganhar profundidade, crie um primeiro plano para ela. Use algo que pertença ou não à paisagem original. Pode ser uma planta, um banco, um muro, qualquer coisa – até mesmo um objeto colocado propositalmente, e se for algo inusitado pode dar um toque de humor à foto.

flickr photo by Diego Juliano


flickr photo by Diego Juliano


flickr photo by Ellen Pabst

12 – Moldura

Criar um primeiro plano na foto para emoldurar o segundo plano também é uma boa ideia para tornar a composição mais interessante. Podem-se criar três situações com molduras nas fotos:

  1. Foco na moldura e no segundo plano – deve-se usar quando os dois planos têm igual importância na composição, e os dois merecem estar igualmente em destaque.
  2. Foco apenas no segundo plano – quando o segundo plano é o que realmente importa na foto. Todo o interesse da composição é levado para lá. Desfocada, a moldura ajuda a guiar o olhar do observador para o objeto principal da foto.
  3. Foco apenas na moldura – o destaque vai apenas na moldura, sem distrair o observador com o que não é o principal.

Exemplos mais comuns de molduras podem ser vãos de janelas ou portas, assim como espaços vazios entre colunas, árvores, folhagens, arcos naturais, etc. Uma moldura pode ser criada também com qualquer elemento visual repetido em volta do objeto da foto.


flickr photo by Ellen Pabst

13 – Luz e Sombra

“Brincar” com luzes e sombras também pode trazer mais interesse em suas fotos, além de acrescentar contraste a elas. Para atrair o olhar do observador ao objeto principal da fotografia, pode-se iluminá-lo, ou então escurecer o que não deve ter destaque. É possível também usarmos a sombra como elemento principal da foto, destacando o desenho que ela estiver formando em meio a algo bem iluminado.


flickr photo by Diego Juliano

14 – Energia e Movimento

Procure pensar em como criar um senso de energia nas suas fotos. A ideia de energia pode ser chamada também de movimento. Utilize elementos – como linhas ou formas geométricas – desalinhados, diagonais ou que sigam direções opostas para criar fotos vibrantes.


flickr photo by Diego Juliano

Exemplos de temas de fotos com energia e movimento:

  • Pessoas/animais/carros se movendo;
  • Linhas diagonais (que não sejam convergentes);
  • Céus com muitas nuvens;
  • Mar com ondas;
  • Pássaros voando, etc.

Perceba que longas exposições criam linhas e formas desfocadas que passam a ideia de movimento, enquanto que exposições normais congelam o momento, acabando com essa sensação de energia.
Qualquer foto, até mesmo de objetos estáticos, pode ter essa ideia de movimento. Para isso, use técnicas de desfoque – enquanto aperta o botão de disparo para bater a foto, gire o zoom ou mexa a câmera.


flickr photo by Diego Juliano

Cuidado com o excesso de energia em uma direção só, pois a foto pode ficar desequilibrada. Pense sempre em equilibrar as direções dos elementos. Além disso, para onde o objeto da foto está se movendo também é importante. Qualquer objeto em movimento paralelo ao fotógrafo deve estar entrando na foto e não saindo dela. Por exemplo, ao tirar uma foto de um animal, um carro ou uma pessoa: se ele está se movendo da esquerda para a direita, posicione-o no terço da esquerda, para que seja criado para ele um espaço de movimento. E isso também serve para fotos de pessoas viradas para um determinado lado, ainda que estáticas. A direção para onde elas estão olhando deve ocupar os dois terços da foto.


Publicado por Câmera Neon em 2013-12-19 17:34:34. Última atualização em . [sc:end2 ]

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