Acessórios macro

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Acessórios para macrofotografia em um orçamento apertado

Nesta página você aprenderá mais sobre diversos acessórios para macrofotografia, seus prós e contras, limitações e possibilidades de uso.


Conteúdo


Introdução

A opção mais óbvia – e a mais cara – para adentrar o mundo da macrofotografia é comprar uma lente específica de macro. Esta opção tem suas vantagens, porém não é necessário investir muito dinheiro para se obter ótimos resultados em macro.

Geralmente as opções mais baratas apresentam alguns pontos negativos que podem limitar a sua criatividade, mas de qualquer forma proporcionarão uma grande liberdade criativa a um custo muito mais baixo. Cada uma destas opções será descrita a seguir.

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Macrofotografia de moeda

Acessórios exclusivos de macrofotografia


Tubo de extensão

O tubo de extensão é uma peça cilíndrica oca que pode ser encaixada entre o corpo da câmera e a lente. É descrito basicamente pelo seu comprimento e muitas vezes é vendido em um conjunto de 3 peças com comprimentos diferentes (um curto, um médio e um longo ~ 10+mm, 20+mm, 30+mm ), que podem ser montadas umas sobre as outras.

Veja o vídeo abaixo:

Este tubo permite uma maior aproximação do objeto (devido à redução da distância de trabalho) e com isso, há uma ampliação da magnificação da imagem.

Ao distanciar a lente do sensor, a imagem fica ainda mais magnificada.

Há dois tipos de tubos de extensão: os que permitem auto-foco e os que requerem operação 100% manual da lente.

Os tubos de extensão que permitem foco automático contêm contatos que levam os sinais do corpo da câmera para a lente. Assim, é possível operar a lente a partir do corpo da câmera, alterando a abertura do diafragma e o foco automático, por exemplo.

Enquanto isso, os tubos de extensão que requerem operação manual da lente não têm contatos e não passam nenhum sinal do corpo da câmera para a lente. Isto faz com que a câmera tenha que ser operada no modo manual – a abertura do diafragma, o foco e todos os outros parâmetros devem ser balanceados manualmente. Além disso, com estes tubos de extensão sem contatos, as lentes com redução de vibração embutida perdem esta funcionalidade. O que conta a favor dos tubos de extensão manuais é que o preço deles é apenas uma fração do preço dos tubos de extensão com contatos.

Assim como as lentes, os tubos de extensão têm encaixes específicos para cada câmera/fabricante. Antes de comprar, verifique se o encaixe é compatível com o seu modelo de corpo de câmera.

Vale destacar que quanto menor a distância focal da lente usada, mais próximo o fotógrafo conseguirá chegar do objeto. Em alguns casos, com uma distância focal curta, o foco mais próximo pode ser quando o objeto já está tocando a lente. O extremo é quando a distância focal da lente for bem inferior ao comprimento do tubo de extensão: neste caso, o foco vai ser impossível. O mesmo acontece com o fole de macro.

Prós

Quando comparamos o tubo de extensão com lentes de macro e de close-up:

  • A primeira vantagem do tubo de extensão é o preço – eles são muito mais baratos.
  • O tubo de extensão não adiciona nenhuma camada de vidro entre o exterior e o sensor. Isto significa que a qualidade da imagem não será degradada por aberrações provocadas pela lente extra.
  • É muito mais leve e um tanto menor do que uma lente de macro, o que é importante pra quem quer viajar e está preocupado com o peso ou as dimensões da bagagem.

Outro fator importante é que o tubo de extensão permite regular a magnificação da imagem com o simples ato de adicionar ou remover mais tubos entre a lente e o corpo da câmera.

Contras

Tubos de extensão não têm apenas benefícios, e quando comparados a lentes macro e de close-up têm diversos pontos negativos:

  • A lente usada com o tubo de extensão perde a habilidade de focar no infinito (e muitas vezes em distâncias bem mais próximas que o infinito).
  • Para tubos de extensão manuais, lentes sem anel de seleção de abertura não funcionam muito bem e ficam fixas na menor abertura possível. Por isso, lentes de zoom precisam de artimanhas para ter o f/stop ajustado.
  • O f/stop marcado na abertura da lente deixa de ser o f/stop real.
  • A quantidade de luz que chega ao sensor é reduzida e, para uma mesma iluminação, um tempo de exposição maior é necessário com o tubo de extensão.
  • Informações sobre a lente utilizada não serão salvas nos metadados (EXIF) da imagem.
  • Para a sua instalação, é necessário que a lente seja desmontada da câmera, aumentando a probabilidade de entrar poeira.


Lente de close-up

Assim como o tubo de extensão, a lente de close-up pode ser uma solução barata para macrofotografia.

Esta lente pode ser rosqueada na frente da lente da câmera assim como um filtro e, por isso é também conhecida como filtro de close-up. Apresenta magnificações pequenas quando utilizada com lentes grande angulares ou de pouca distância focal (seu desempenho é melhor quando instalada em lentes superzoom).

Assim como uma lupa, permite que a distância de trabalho seja reduzida, aumentando com isso o fator de reprodução da imagem.

As lentes de close-up estão presentes no mercado com diversas opções de poder de magnificação (dióptros). Lentes com mais dióptros apresentam maior poder de magnificação de imagem. Podem ser montadas em série e os seus dióptros serão somados:

lente [+1] com lente [+2] = [+3] dióptros

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Prós
  • A lente de close-up é muito simples de usar – basta rosqueá-la na frente da lente desejada e tirar fotos. Diferentemente de lentes macro e de tubos de extensão, não é necessário desmontar a lente da câmera para se tirar macrofotografias (isto pode evitar que o corpo da câmera receba partículas de poeira).
  • A simplicidade da montagem permite que a comunicação entre a câmera e a lente não seja desfeita. O foco automático, o controle de abertura e a redução de vibração continuarão funcionando normalmente.
  • Diversos modelos são oferecidos com magnificações diferentes, permitindo certa regulagem quando montados em série (rosqueados um no outro).
  • Elas são muito mais leves e menores do que uma lente de macro (mais uma vez, importante pra quem quer viajar e está preocupado com o peso ou dimensões da bagagem).
  • Podem ser utilizadas em lentes de qualquer fabricante, desde que tenham uma rosca de diâmetro compatível para filtros na frente.
Contras
  • Da mesma forma que os tubos de extensão, lentes de close-up farão com que a sua lente não seja mais capaz de focar em objetos distantes e também vão reduzir a quantidade de luz chegando ao sensor.
  • Com mais uma camada de vidro, duas novas superfícies (uma de cada lado da lente) de contato vidro/ar são adicionadas. Isto pode degradar a qualidade da imagem. Contudo, esta degradação pode ser bem aceitável para os benefícios que a lente traz.
  • A qualidade da lente importa (e muito). Lentes genéricas sem tratamento nem revestimentos especiais degradarão a nitidez da fotografia muito mais do que lentes de qualidade. Tubos de extensão e foles, por não terem elementos internos, não apresentam este problema.
  • Quando montadas umas sobre as outras para prover maior poder de magnificação, as lentes de close-up tendem a amplificar a perda de qualidade da imagem.
  • Algumas destas lentes não permitem a instalação de outro filtro junto com elas.
  • Por esta lente ser como um filtro, ela apenas poderá ser instalada na frente de lentes de diâmetro compatível (se você tem uma lente de 77mm e uma de 58mm, você precisaria de duas lentes de close-up para poder tirar macrofotografias com suas duas lentes).

Anel de reversão

Esta peça permite instalar a sua lente de trás para frente no corpo da câmera. O funcionamento é simples: ela traz a focagem para uma região mais próxima (pequena distância de trabalho), ampliando a magnificação do objeto.

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Prós
  • São itens relativamente baratos e, assim como tubos de extensão, não adicionam nenhum elemento extra no caminho da luz entre o objeto e o sensor. Então, não há perda de qualidade por causa disso.
  • São muito mais leves e menores do que uma lente de macro, que os tubos de extensão e foles (importante pra quem quer viajar e está preocupado com o peso ou dimensões da bagagem).
  • Já que o encaixe depende apenas da rosca na parte frontal da lente, os anéis de reversão permitem que uma lente de qualquer fabricante seja encaixada de forma reversa no corpo de sua câmera (por exemplo, é possível usar uma lente Leica revertida em uma câmera Canon).
  • Comparada a tubos de extensão e foles, anéis de reversão causam menos perda de luz. Porque mais luz consegue alcançar o sensor da câmera, são necessários menores tempos de exposição e/ou menores ISO.
Contras
  • Os elementos traseiros da lente como contatos e o selo ficam expostos. Por isso, é importante que você tome muito cuidado para não deixar a câmera cair no chão!
  • Assim como as lentes de close-up, estes anéis estão disponíveis em diversos tamanhos, mas só encaixam em um único tamanho específico de diâmetro de lente (ex. 52mm ou 62mm…) e também têm que ser específicos para o corpo da sua câmera (um anel feito para câmera Canon não encaixará em uma Nikon).
  • Diferentemente dos tubos de extensão, dos foles e das lentes de close-up, o controle da magnificação é mais restrito (lentes que geralmente apresentam bons resultados com anéis de reversão são primárias de 50 e 35mm).
  • Como a lente fica com os contatos virados para o outro lado, o corpo da câmera perde a capacidade de se comunicar com a lente, e o foco automático, controle de abertura do diafragma e redução de vibração ficarão indisponíveis. Por este mesmo motivo, informações sobre a lente utilizada não serão salvas nos metadados (EXIF) da imagem.
  • Assim como para os tubos de extensão manuais e foles, se a lente utilizada com este anel de reversão não tiver um anel de abertura do diafragma, o controle da abertura fica extremamente limitado.
  • Assim como os tubos de extensão, a instalação de anéis de reversão requer que a lente seja desmontada do corpo da câmera. Diversas lentes têm algumas concavidades e aberturas na sua parte traseira, que vão ficar expostas enquanto a lente estiver em uso. Partículas, insetos e outras sujeiras podem entrar nestas aberturas e, após a lente ser reinstalada, podem se soltar para dentro do corpo da câmera.

Fole de macro

Este acessório é parecido com uma sanfona e, assim como o tubo de extensão, amplia a magnificação da imagem por permitir:

  • a montagem da lente em uma posição mais afastada do sensor;
  • uma menor distância de trabalho usando uma lente convencional (sem ser de macro).

Os foles de macro são específicos para cada fabricante de câmera, já que seus encaixes são compatíveis para cada marca (por exemplo, um fole de macro para uma Pentax não irá funcionar em uma Canon ou Nikon).

Pelas diversas similaridades com os tubos de extensão, estes foles têm prós e contras muito similares aos já citados anteriormente. Ainda assim, vamos citá-los abaixo.

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Prós
  • Preço: são relativamente baratos se comparados com lentes específicas de macro, mas geralmente são mais caros do que tubos de extensão, lentes de close-up ou anéis.
  • Não adicionam nenhuma camada de vidro entre o exterior e o sensor. Isto significa que a qualidade da imagem não será degradada por aberrações provocadas por uma lente extra (caso da lente de close-up).
  • Os foles, assim como os tubos de extensão, permitem a regulagem da magnificação da imagem, mas de uma forma mais precisa – milimetricamente se for necessário. Já que correm em trilhos, a regulagem é mais simples e mais fácil de afinar. Para tanto, não requerem a desmontagem da câmera (caso do tubo de extensão).
  • Entre todas as opções de acessórios aqui analisadas, os foles são os que permitem melhor regulagem da magnificação e regulagem da aproximação do objeto (o que ajuda no controle do foco manual e posicionamento da profundidade de campo).
Contras
  • São itens maiores e mais pesados do que as lentes de close-up, anéis de reversão e até mesmo do que os tubos de extensão.
  • Para sua instalação, é necessário que a lente seja desinstalada do corpo da câmera, deixando-o exposto a sujeiras temporariamente (comparados com os tubos de extensão, pelo menos durante a regulagem, os foles não precisam ser desmontados da câmera).
  • A lente perde a habilidade de focar no infinito (e muitas vezes em distâncias bem mais próximas que o infinito).
  • Lentes sem anel de seleção de abertura não funcionam muito bem e ficam fixas na menor abertura possível. Por isso, lentes de zoom precisam de artimanhas para ter o f/stop ajustado.
  • O f/stop marcado na abertura da lente deixa de ser o f/stop real.
  • A quantidade de luz que chega ao sensor é reduzida e, para uma mesma iluminação e ISO, umposição maior é necessário com os foles de macro (similar aos tubos de extensão).
  • Devido à baixa quantidade de luz, muitas vezes focar com o diafragma mais fechado (bloqueando ainda mais a entrada de luz) não é fácil. Dependendo da iluminação da cena, muito pouco dá para ser visto pelo visor.Em fotografias internas, eu costumo abrir o diafragma completamente, focar e, mantendo a câmera na posição, eu fecho o diafragma para ganhar profundidade de campo. Esta dica vale também para tubos de extensão.
  • Informações sobre a lente utilizada não serão salvas nos metadados (EXIF) da imagem.

Anel de acoplamento

Este anel permite a conexão de duas lentes, uma na frente da outra. Apresentam melhor resultado (maior magnificação) quando uma lente de grande distância focal está montada no corpo da câmera e uma lente de distância focal menor está na sua frente.

Os anéis de acoplamento são, de certa forma, similares aos anéis de reversão, pois confiam em uma lente trabalhando revertida na frente do grupo, porém eles podem apresentar magnificações bem maiores do que um anel de reversão permitiria.

O segredo do alto fator de reprodução está na pequena distância de trabalho e na magnificação que a lente de zoom instalada no corpo da câmera proporciona.

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Prós
  • São leves, pequenos e baratos.
  • A magnificação alcançada (dependendo do conjunto de lentes) é altíssima.
  • Mantêm a operabilidade automática da lente que está acoplada diretamente à câmera.
  • Podem ser utilizados em lentes de qualquer fabricante, desde que tenham uma rosca para filtro na frente. Além disso permitem que duas lentes sejam montadas frente a frente, mesmo que sejam de dois fabricantes diferentes (desde que a lente montada diretamente no corpo da câmera seja compatível com eles).
Contras
  • Para começar, duas lentes são necessárias – usualmente, uma de zoom e uma primária. Se você só possui uma, esta opção vai deixar de ser barata, pois você precisaria comprar outra lente.
  • A quantidade de elementos de vidro entre o objeto e o sensor é grande. Quanto mais lentes no caminho da luz, mais luz é dispersada e pior é a nitidez esperada para a fotografia final.
  • Assim como com o anel de reversão, a lente que fica na ponta fica com a sua parte traseira e contatos expostos.
  • Pela lente interna estar suportando um peso extra significativo (da lente externa acoplada), não é muito bom utilizar o foco automático da mesma, pois é muito esforço para o motor de foco.
  • Devido a aberrações, a nitidez da fotografia pode ser degradada mais para os cantos da imagem (não tão notavelmente no centro).
  • O diafragma da lente da frente pode causar um efeito de vinheta (escurecer os cantos da foto), ou pior, bloquear substancialmente a luz passando. Então, para que a foto fique boa, é necessário deixar o diafragma na posição mais aberta. Novamente, se a lente instalada na frente não te der a opção de controlar a abertura do diafragma manualmente, um “jeitinho” vai ser necessário.
  • A câmera não consegue focar no infinito ou em objetos um pouco mais afastados da lente.
  • O diâmetro do anel vai depender do diâmetro das lentes. Assim, lentes de diâmetros maiores ou menores do que os estipulados no anel não serão compatíveis.

Outros acessórios que podem ser úteis para macrofotografia

Tendo se decidido entre as diversas opções disponíveis para tirar macrofotografias, o próximo passo é aperfeiçoar a técnica. Para alcançar melhores resultados e dar asas à criatividade, diversos acessórios podem ser utilizados.

De tripés até réguas para fotos macro, muitos acessórios de diversos fabricantes estão disponíveis no mercado a preços acessíveis para levar suas fotografias a um nível mais elevado.


Tripé

Apesar de não serem itens específicos de macrofotografia, o tripé deve ser companheiro constante dos fotógrafos que gostam de macro.

Contudo, não é qualquer tripé que é capaz de proporcionar os melhores ângulos e oferecer a firmeza suficiente. Bons tripés para macro têm a capacidade de ter a cabeça invertida – assim a câmera pode ficar bem próxima do chão e, além disso, as suas pernas devem ter a possibilidade de serem abertas completamente (90 graus).

Firmeza é essencial. O tripé deve segurar a câmera parada quando há vento e amortecer os movimentos induzidos pelo próprio fotógrafo.

Algo mais a ser observado é a capacidade de a cabeça aguentar o peso do equipamento que será encaixado nela, sem ceder. O peso do conjunto câmera + lente + régua de macro + flash e possivelmente outro acessório não é baixo. E a última coisa que se quer depois de montar tudo, ter a cena perfeita e dar os apertos finais, é que a cabeça do tripé se movimente e desfaça o enquadramento.

Tripés específicos, ao permitirem que os fotógrafos coloquem a câmera bem próxima do chão, possibilitam também que o plano de fundo seja escolhido com maior exatidão. Tirar fotos de cima para baixo oferece uma opção limitada de planos de fundo e possivelmente menos bokeh, porque não se consegue saber direito o que vai ser enquadrado na imagem.

Poder ajustar o ângulo de cada perna individualmente também é um diferencial. Para estabilizar a câmera em alguns terrenos, quanto mais liberdade o tripé oferecer, melhor.

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Disparador remoto

Muitas vezes, ter um tripé estável não é suficiente para evitar fotos tremidas. Mas também, usar o timer pode fazer o momento exato a ser fotografado ser perdido, pois nem sempre se tem 10 segundos para esperar… Nesses casos, os disparadores remotos têm alguns benefícios específicos para a macrofotografia.

Há modelos com e sem cabo, e ambos têm a mesma função: evitar que o balanço ou a vibração induzida pelo fotógrafo na hora que o disparador é acionado influencie negativamente no resultado final da imagem.

Fatores de reprodução altos requerem precisão milimétrica, e insetos e outros animais pequenos podem se mover bem rapidamente quando querem. Então, para não ter que ficar torcendo que o bichinho continue na posição exata quando o timer de 10s terminar a contagem regressiva, ou que uma rajada de vento não balance tudo à sua volta, os disparadores podem ajudar bastante.

Por experiência própria identifiquei que com o timer de menos de 10s, muitas vezes não há tempo suficiente para a vibração induzida por mim ser amortecida pelo tripé.

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Trilho de macro

Com a tão fina profundidade de campo na macrofotografia, muitas vezes movimentos milimétricos são necessários para incluir o objeto em foco ou para induzir uma iluminação melhor na cena, por exemplo.

Em muitos destes momentos, mover a câmera junto com o tripé não dará a precisão necessária para “calibrar” a cena.
O trilho de macro também pode ser útil para macro stacking – uma técnica em se tiram várias fotografias de uma mesma cena com diferentes pontos em foco, para depois juntá-las, criando uma imagem com uma profundidade de campo maior.

Este trilho é montado no tripé e a câmera é encaixada em cima dele. Seus encaixes, assim como o de tripés, são bem simples e são compatíveis com câmeras de diversos modelos e fabricantes – mas não custa nada conferir com o vendedor se a sua câmera requer um modelo específico de trilho.

Dois tipos são encontrados com facilidade: o de duas vias (que permite movimentos em um único eixo, como direita-esquerda OU frente-trás, por exemplo) e o de quatro vias, que permite os movimentos direita-esquerda E frente-trás (X e Y).

A foto abaixo é do trilho de macro de duas vias.

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Um ponto negativo é que eles não são tão pequenos (isto se refere mais ao trilho de quatro vias), não são tão leves (em torno de 400 ou 500g – quatro vias) e ficar carregando-os em viagens de campo por quilômetros não deve ser uma experiência das mais agradáveis. Assim, este item se faz um ótimo companheiro em estúdios, em casa ou excursões curtas a pé.


Flash de anel

O flash para macrofotografia se diferencia dos demais, levando este nome por causa do seu formato único.
O flash de anel é feito para ser montado em torno da lente e assim evitar que qualquer sombra se forme na cena.

O problema de um flash embutido ou de um speedlight é que quando montado na sapata de flash, a proximidade entre a lente e o objeto provavelmente fará com que a luz do flash seja bloqueada pela lente. Então, o objeto ficará em uma sombra.

Além do flash, para se ter um melhor controle da iluminação, difusores podem ser usados em alguns casos. Com difusores, dependendo da cena, até mesmo o flash embutido na câmera pode vir a funcionar sem deixar a cena com sombra.

Como estes flashes de anel se comunicam com a câmera através da sapata do flash, um flash que funciona em uma câmera de um fabricante não necessariamente funcionará em uma câmera de outro. Por isso, antes de comprar, confira a compatibilidade.

Como se encaixa na lente, o flash de anel requer adaptadores diferentes para cada diâmetro de lente. Geralmente estes adaptadores são vendidos em conjunto com o próprio flash.

De uma forma geral, o interessante do flash de anel é que ele abre portas para a criatividade do fotógrafo. Uma mesma cena iluminada de formas diferentes pode render fotografias bem dissimilares.

O flash de anel é companheiro ideal para aqueles que utilizam tubos de extensão ou foles. Devido à perda de iluminação, utilizar o flash, muitas vezes, é a única forma que o fotógrafo pode ter de conseguir tempos de exposição curtos o suficiente para congelar um movimento (como uma gota caindo, ou um inseto se movendo).

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Flashes tipo speedlight utilizados em fotografia normal também podem ser utilizados para macrofotografia, mas provavelmente vão requerer um posicionamento especial para não causarem sombra na cena.


Visor angular

Este é outro item que não é específico de macrofotografia, mas vem bem a calhar quando a câmera precisa ser utilizada em posições pouco comuns. O visor angular pode facilitar o acesso ao visor da câmera e permitir melhor ergonomia para o fotógrafo trabalhar. Na macrofotografia, é geralmente utilizado quando a câmera está colocada muito próxima ao chão.

Algumas câmeras digitais permitem que a sua tela traseira seja movimentada independentemente do corpo da câmera – neste caso, o visor angular pode não ser tão útil. Mas para a maioria das câmeras, utilizar um visor angular significa que o fotógrafo não vai precisar se deitar ou ajoelhar no chão.

Alguns modelos incluem dióptros e permitem a ampliação da imagem observada pelo visor, o que pode ajudar o fotógrafo de macro a regular finamente o foco com mais facilidade em algumas situações.

Geralmente podem ser encaixados em câmeras de diversos fabricantes e modelos diferentes.

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Anéis adaptadores step-up ou step-down

Estes também não são acessórios específicos para macrofotografia. São baratos e permitem utilizar filtros de diâmetros diferentes em uma mesma lente. No caso da macrofotografia, permitem utilizar um único anel de reversão com lentes de diâmetros diferentes.

Como não colocam nenhum elemento extra no caminho de passagem da luz, estes anéis não interferem na qualidade da foto.


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Publicado por Câmera Neon em 2013-10-03 18:06:22. Última atualização em . [sc:end2 ]

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